Home Mundo Rússia afirma ter encontrado droga dentro do navio da Greenpeace – Público.pt

0 775

As autoridades russas afirmaram esta quarta-feira ter descoberto narcóticos e equipamento com potencial para uso militar no barco onde seguiam os activistas da Greenpeace detidos esta semana. “Perante as novas informações obtidas enquanto decorria a investigação, as queixas (…) terão de ser ajustadas”, esclareceu uma fonte da Comissão de Investigação, citada pela Reuters.

As buscas revelaram a existência de morfina e de folhas de papoila. O advogado da Greenpeace, Alexander Mukhortov, justificou a morfina como necessária para fins médicos e levantou dúvidas em relação às outras denúncias.

Através do Twitter, a organização respondeu aos novos desenvolvimentos do caso: “A Comissão de Investigação ‘encontrou’ narcóticos. Estamos à espera que encontrem uma bomba atómica e um elefante às riscas. Isso é possível na Rússia, por estes dias, e dificilmente poderá surpreender alguém”.

Os 28 activistas da organização de defesa do ambiente e dois jornalistas que estavam a bordo do navio Arctic Sunrise foram detidos a 19 de Setembro, depois de terem tentado escalar uma plataforma da empresa petrolífera Gazprom.

Pretendiam chamar a atenção para os danos ambientais da actividade da empresa no Árctico. Foram levados pela guarda costeira russa para Murmansk, onde um tribunal decretou a sua detenção por dois meses. Seguiu-se a acusação formal de pirataria organizada, um crime que prevê uma condenação que pode ir até 15 anos de prisão.

Numa carta endereçada directamente ao Presidente russo, Vladimir Putin, o director-executivo da Greenpeace, Kumi Naidoo, ofereceu-se como garantia da libertação dos 30 detidos.

“Ofereço-me como garante da boa conduta dos activistas da Greenpeace, se forem libertados sob fiança”, lê-se na carta publicada esta quarta-feira no site do Greenpeace. Naidoo está disposto a mudar-se para a Rússia enquanto o caso durar.

Sábado passado realizaram-se manifestações de protesto em vários países do mundo — na Nova Zelândia, Alemanha (48 cidades), Reino Unido e Estados Unidos, por exemplo. Mas apenas um decidiu agir oficialmente, a Holanda, que abriu um procedimento de arbitragem contra a Rússia.

O Governo holandês está a tratar as detenções como “ilegais” e pediu a libertação do navio e dos seus tripulantes, que têm várias nacionalidades. O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros russo, Alexei Meshkov, respondeu que aconselhou repetidamente a Holanda a impedir aquilo que chamou de “actividade ilegal” do navio.


World – Google News

NO COMMENTS

Leave a Reply